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Uma sinfonia aquática para salvar os corais

Uma equipe de cientistas britânicos está tocando música dentro das barreiras de recifes para repovoar os recifes danificados.  

Por 20 anos, o Dr. Steve Simpson, Professor de Biologia Marinha da Universidade de Exeter, estuda a influência dos sons na fauna subaquática. Os resultados de sua pesquisa podem fornecer uma solução para luta contra o desaparecimento da Grande Barreira de Corais.

A “música” dos recifes de coral

Um estudo realizado pelo cientista revela que os peixes são sensíveis ao ruído e o utilizam para escolher seu habitat. No ambiente subaquático, O som é favorável ao desenvolvimento de ecossistemas e à proliferação de espécies marinhas.

O ruído é um indicador da boa ou má saúde dos recifes de coral em todo o mundo. Quanto mais farfalhar, mais povoado será o recife. Quando o recife é danificado, o som que ele emite é menos atraente e os peixes fixam-se em outro lugar.

Um aumento de 50% na biodiversidade marinha

Esta descoberta foi feita graças à realização de uma experiência bastante surpreendente. Com sua equipe, o Dr. Simpson gravou uma trilha sonora de um recife saudável e povoado. Ele então transmitiu por quarenta noites consecutivas em uma parte degradada do Grande Barreira de Corais, na Austrália. Na verdade, a atividade subaquática é mais importante durante a noite.

A equipe de pesquisa descobriu que a biodiversidade aumentou 50% em locais onde o som foi amplificado. Eles também descobriram que as larvas de coral são sensíveis ao som e podem se mover em sua direção. O cientista usa a vibrometria a laser para estudar os mecanismos dessa vida subaquática.

© Ursula Krapf

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